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terça-feira, 23 de março de 2010

Propostas para Trabalhos de compensação

- Glossário de poesia do século XX organizado, por (exemplos): nomes de poetas, temas, movimentos literário/poéticos, outros.
- Fazer uma antologia poética comentada.
- Fazer uma entrevista a um poeta e usar excertos dos seus versos para as respostas
- Dois poetas (identificá-los) encontram-se num espaço público (caracterizá-lo). Transcrever a conversa entre os dois, a qual será constituída por excertos de versos de cada um.
- És professor(a). Vais elaborar um teste para os teus alunos sobre "Poesia portuguesa contemporânea".
- Faz uma página de internet sobre um(a) poeta à tua escolha.
- Cria um projecto de livro de poemas de um poeta à tua escolha: faz uma capa, dá-lhe um título, escolhe quinze poemas, escreve um prefácio e faz o texto para a contracapa.
- Fazer um pastiche (poema "à maneira de", "ao estilo de") do poema "Pastelaria" de Mário Cesariny:
http://www.triplov.com/mario_cesariny/pastelaria.htm

ATENÇÃO: OS TRABALHOS DEVEM SER ORIGINAIS E CUIDADOS, NÃO ACEITO CÓPIAS DE INTERNET OU DE QUALQUER OUTRO LUGAR, E DEVEM MOSTRAR UMA REFLEXÃO E UM EMPENHO PESSOAL. SE POSSÍVEL, TAMBÉM O PRAZER QUE TIVERAM EM FAZÊ-LO. ALGUMA DÚVIDA QUE TENHAM PODEM COLOCAR-MA NA ESCOLA, POR AQUI (criando um comentário) OU POR EMAIL.
BOM TRABALHO!
Risoleta

sábado, 23 de janeiro de 2010

Diário poético



Um pequeno caderno ou bloco que possas transportar sempre contigo. Uma segunda pele. A tua pele poética. Nele registarás os resultados da tua atenção à poesia do mundo. Verificarás que a poesia está em toda a parte, que os poemas que estudamos nos manuais são apenas a parte mais ínfima e mais apagada do que a poesia pode ser. E no entanto, até ali ela brilha, tal é a poderosa luz. Ela está presente nas aulas, onde andamos a estudá-la, mas também na rua, no autocarro e no metro, na publicidade, nas palavras da tua irmã mais nova, na biblioteca dos teus pais, na do teu avô ou do teu bairro, num programa que viste na televisão, no olhar de um amigo ou de uma amiga, na fachada de um prédio, no rio, nas nuvens, na relva que cresce por entre as pedras da calçada. E dentro de ti.
Na sua forma mais pura é a expressão dos sentimentos e emoções do sujeito poético. Na sua origem foi música, como sabes, daí que ainda mantenha algumas formas de musicalidade ao nível do ritmo, rima, aliterações, anáforas, etc.
Deves procurá-la sob todas as formas: poemas de todos os povos e de todos os tempos, em prosa e em verso. Poemas de que tenhas gostado (de autores do programa, de outros poetas).
Os poemas podem ser inteiros, versos ou frases (prosa poética). Podem ser criados por ti, recriados por ti, copiados ou transcritos de algum sítio. Deves sempre indicar o autor e a proveniência.
No teu diário podes também, para além dos poemas (teus ou alheios) incluir narração de acontecimentos, comentários a episódios observados ou ouvidos, aspectos falados na aula que tenham merecido a tua especial atenção, pessoas que por si mesmas sejam um poema, experiências poéticas que tenhas vivido. Comparação de excertos de poemas com episódios da vida, experiências directas que tenhas tido ou de que tenhas tido conhecimento. Procura, nas falas das pessoas da rua, vestígios de uma tradição poética popular.
Podes ir a uma biblioteca e fazer uma pesquisa sobre poetas e  poesia e relatar essa tua pesquisa.Mas o teu trabalho não pode consistir apenas nisso. Podes ainda interrogar pessoas sobre poesia, sobre os poetas que conhecem e preferem, poemas que amam ou amaram, livros de poesia recomendados. Podes tentar falar com um poeta. Podes até trazê-lo à aula.

O que é possível colocares no teu caderno, para além da poesia: colagem, fotografia (feita por ti), desenho (teu), colagem (por ti), objecto (encontrado por ti). A inclusão das imagens ou objectos não deve ser aleatória, mas deve perceber-se o sentido e ser contextualizada (com poesia ou uma situação poética por ti descrita)

O que este diário não é:
- cópia da internet ou de outro sítio qualquer
- um trabalho teórico
- algo feito por atacado na véspera da entrega
- algo lamecha ou banalidade, nem mero desabafo

É um olhar profundo, diferente e estético sobre o mundo (o que está fora e o que vive em ti), é a manifestação de um sentimento ou de um olhar estético perante a estranheza ou o esplendor da vida.
Acima de tudo, procura andar por aí de olhos bem abertos, atento à poesia da vida e traz isso para o teu caderno/bloco, preferencialmente sob a  forma de texto (não te esqueças que esta é uma disciplina de Português), mas podendo ser ilustrado com foto, desenho, colagem, objecto.

Não esquecer:
- Identificar sempre o autor   dos textos (quer sejas tu ou outro); se fores tu, assinas, se for alheio, deves indicar o nome e a proveniência. Se ouviste na rua, deves dizê-lo e em que circunstâncias.
- Ter um mínimo de 2 entradas semanais entre a  próxima semana (25 de Janeiro) e a última semana das férias da Páscoa (inclusive).
- Colocar sempre a data de cada entrada.
- No final, uma reflexão sobre a forma como decorreu o processo, uma avaliação do resultado, pontos fortes e pontos fracos.
- Data de entrega: 1º dia de aulas do 3º período.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Benvindos ao blogue de Português das turmas A, B e L do 10º ano:

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos


Mário Cesariny