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terça-feira, 1 de junho de 2010

Scriptorium medieval

terça-feira, 25 de maio de 2010

Para fechar o ano em beleza: POESIA E DANÇA:



http://paulocondessa.blogspot.com/

Segunda-feira dia 31 de Maio
O poeta e declamador Paulo Condessa e o bailarino Pedro Paz estarão connosco na Escola Secundária Artística António Arroio.

http://oficinadopaz.blogspot.com/

Programa:
10.15 (Sala 1, pólo de baixo): Turma 10 A- Paulo Condessa

12.00 (Sala 1, pólo de baixo): Turma 10 L- Paulo Condessa, com a presença de Pedro Paz



13.30- no jardim da escola de cima: piquenique com todos os intervenientes e dança por Pedro Paz



15.15 (pólo de baixo): Turma 10 B- Paulo Condessa

o céu dentro da boca

o céu dentro da boca - paulo condessa
sou mendigo
de um ramo de flores
do trabalho das abelhas
da chuva nas ameias
do voar das borboletas sobre as
lanças pontiagudas
o céu dentro da boca
Paulo Condessa
Poesia
Edição Fev. 2008, 248 págs

bizz dizz

O disparo fotográfico marca o ritmo da pontuação.
Pequeno teatro de seres que se abre de ponta a ponta deixa ver no interior do seu labirinto um cortejo de pessoas-personagens-com-qualquer- coisa-que-as-caracteriza.
No final de cada desfile espera-as a reflexa identidade do Minotauro ou a ponta salvadora do novelo
Que o leitor segura fielmente do lado de fora da caverna.
Num ou noutro caso, as voltas que o fio da conversa enrola à volta das coisas deixa marcas de múmia.
Bizz Dizz
Paulo Condessa


Pedro Paz (n. Lisboa, 1978) descobre a dança aos 11 anos, com a miudagem das ruas de Macau. Ingressa a Escola de Dança do Conservatório d Macau, onde inicia os seus estudos de dança clássica ocidental e oriental, e aos 14 anos reúne trinta colegas para coreografar o seu primeiro espectáculo de hora e meia – “Dancin’ The Dream”. Um ano depois “Elektra” para outros tantos, revelando a sua vocação coreográfica. Regressa a Lisboa em 1995 e completa a sua formação na Escola de Dança do Conservatório Nacional. No último ano do curso estagia no Ballet Gulbenkian onde conhece Ohad Naharin, coreógrafo israelita que o convida a viajar até Israel para conhecer a Bat-Sheva Dance Company, antiga e prestigiada companhia com quem bebe das melhores referências da dança contemporânea.

Em 1999 integra a digressão da Companhia de Dança de Lisboa em Cabo Verde e em vários estados do Brasil. Ao lado de Catherine Dethy (ex-bailarina de Béjart), orienta as suas primeiras aulas e workshops de dança nas escolas artísticas das cidades por onde passam ao longo da tournée. Nesse mesmo ano coreografa para Catherine o solo “Inebriati” sobre o Stabat Mater de Pergolesi, que vem a integrar o repertório da companhia. Colabora ainda com o Ballet Contemporâneo do Norte de Elisa Worm e com o Grupo Studium Margarida de Abreu (primeira mestra de bailado e coreógrafa portuguesa).

Em 2000 ingressa na Dansgroep Krisztina de Chatel, em Amsterdão, referência na dança que lhe alarga o horizonte na contemporaneidade artística europeia. Teve a oportunidade de trabalhar com excelentes bailarinos, coreógrafos, professores de dança, de ioga, músicos, artistas plásticos e audiovisuais, todos partilhando o determinante interesse no cruzamento das artes. É esta renascente transdisciplinaridade
de que enraíza o seu trabalho futuro.

Funda em 2001, a Amalgama Companhia de Dança que junta, desde o início, criadores de várias áreas em torno da dança numa verdadeira maratona criativa que deu origem a catorze estreias absolutas em full-evening, apresentadas nos mais belos lugares históricos do país como a Quinta da Regaleira em Sintra e o Convento de Cristo em Tomar, entre muitos outros. Ressalta a colaboração com a Orquestra do Norte, coreografando e interpretando os momentos dançados das maiores óperas de Verdi e Bizet, e com a Liga Portuguesa de Deficientes Motores na criação do espectáculo Singular (2003) na Culturgest. Sob a direcção pedagógica da Amalgama, lecciona de 2001 a 2006 na Escola de Dança de Mafra, Técnicas de Dança Clássica e Contemporânea avançadas.

Fora da Amalgama participou como convidado em diversos projectos artísticos, frequentou a Escola Superior de Dança e a Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa. Nesta última lecciona hoje a disciplina de Práticas Energéticas e Criativas.

Com a Poesis Associação Cultural criou “In Utero” e “ÉHORA” com Manuel Silva e António M. Cabrita, representando Portugal com esta ultima peça, no Festival Internacional Danse à Lil




terça-feira, 6 de abril de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ouvir o silêncio a Ler, 10 de Março, entre as 10.15 e as 11.00

 
(Um momento de leitura no ano passado) Foto de Maria Vasconcelos

OUVIR O SILÊNCIO A LER




O CP aprovou o ano passado uma proposta que só não era inédita porque já fora experimentada com muito sucesso noutras escolas, e que tínhamos esperança que depois da nossa pudesse vir a ter continuidade em outras. Foi precisamente isso que aconteceu, não só correu muito bem, como outras escolas, sabendo do que aqui fizéramos, decidiram experimentar, nomeadamente a Escola de Linda-a-velha.

Vamos repetir este ano  (entre as 10.15 e as 11.00 do dia 10 de Março, quarta-feira).
Toda a escola (mas toda mesmo: alunos, professores, nas aulas, no centro de recursos, conselho executivo, sala de professores, funcionários de acção educativa, secretaria, bar, papelaria, refeitório, jardim) vai fazer uma pausa para leitura (em silêncio). Cada um traz um livro e lê. Onde estiver. A única pessoa que não vai estar a ler será alguém dos audiovisuais que andará pelo meio do silêncio a gravá-lo. Por isso pedimos aos professores que durante esses 45 minutos mantenham as portas das salas abertas, para que o silêncio entre, se instale a ler e possa circular com o ar.
Tipo de colaboração que pedimos aos professores:
- Que os  Directores de turma façam o favor de divulgar e motivar para a iniciativa:  os alunos, professores das suas turmas e especificamente o professor que estiver a dar aula à turma nesse dia.
Que convidem os encarregados de educação que puderem e quiserem juntar-se-nos.
- Que todos os professores estimulem os alunos, com alguma antecedência, e os vão lembrando, a trazerem um livro para lerem nesse dia.
Que convidem, se quiserem, personalidades de fora da escola (artistas, criadores de qualquer área, ex-alunos, a juntarem-se a nós)
- Que os colegas que estiverem em aula nesse segmento façam o favor de deixar as portas das salas abertas a fim de deixar o silêncio circular contagiando toda a escola e para se poder registar o momento pelo sector dos audiovisuais.
- Que tragam todos um livro para ler.
- A todos, apenas se lhes pede que estejam na escola a ler o que lhes apetecer. Na sala de aula, para quem for o caso disso, ou nos outros espaços.
- Que quem puder traga, para além do que vai ler,  mais livros (de leitura que considere cativante e agradável) e que não tenha pena de perder, e os deixe nos dias anteriores no CR para nesse dia se poder distribuir com facilidade sem a burocracia demorada da requisição, aos eventuais esquecidos. Também podem deixar os livros nesse dia pelos vários espaços da escola para serem recolhidos por quem quiser/necessitar, eventualmente também por funcionários.

Neste dia, durante estes quarenta e cinco minutos, vamos esquecer os programas, os testes, os aborrecimentos, as mágoas, as zangas, os medos, o passado e o futuro, os ruídos e os deveres e…vamos ler. Em silêncio. Fora e dentro de nós. A ver o que acontece.


PS Se puderem trazer livros de poesia ou ficção para os alunos que nesse dia se esquecerem(e que não se importem de não voltar a ver) poderão deixá-los no CR. Obrigada.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009